Mestrandas de universidade francesa realizam imersão no PIM

Gestão do PIM PIA, equipe técnica estadual e universitárias se reúnem com equipe de saúde da ESF Safira Nova (Foto: Divulgação)

O programa Primeira Infância Melhor (PIM) foi escolhido como objeto de estudo de um projeto acadêmico da Université Paris-Est Créteil (UPEC), da França. O objetivo é contribuir na atualização e implementação de novas de ferramentas na gestão e no acompanhamento das famílias. Entre os dias 18 e 22 de março, Josiane Gomes Paiva (Brasil), Veronica Stephanie Decon-Dickens (Gana), Kutlwano Outlule (Botswana) e Eryn Lanarre (França), universitárias de mestrado em Desenvolvimento Econômico e Gestão de Projetos Internacionais, realizaram imersão no PIM, acompanharam visitas, conversaram com equipes do PIM e apresentaram sites e aplicativos de visitação domiciliar já utilizados em outros países. No dia 8 de março, o projeto foi apresentado para a secretária estadual da Saúde, Arita Bergmann.

Universitárias apresentam o projeto acadêmico para o GTE do PIM (Foto: Divulgação)

No primeiro dia de imersão no PIM, as universitárias conheceram a estrutura do programa e explicaram o projeto acadêmico delas para os integrantes do Grupo Técnico Estadual (GTE). Josiane explicou que o estudo pretende compartilhar experiências, mostrar projetos de inovação e trazer novas plataformas de produção de conteúdo para o PIM. Durante a reunião, ela mostrou ferramentas digitais de três empresas internacionais das áreas do desenvolvimento infantil e educação.

As alunas mostraram empresas como exemplos de plataformas digitais e técnicas que podem contribuir no atendimento às famílias do PIM. Os programas internacionais oferecem auxílio no dever de casa e esclarecem dúvidas de equipes, famílias e crianças, tornando essa relação mais dinâmica e eficiente.

Durante a semana, as universitárias foram a Canoas, reuniram-se com o secretário municipal da Saúde, Fernando Ritter, e com representantes do Grupo Técnico Municipal (GTM) e acompanharam visitas domiciliares nos bairros Mathias Velho e Guajuviras para observar a interação entre o visitador, o cuidador e a criança, assim com o uso dos guias do PIM e as atividades propostas.

Josiane, Veronica, Kutlwano, Eryn também participaram de uma apresentação geral sobre a base de dados do programa, o SisPIM, e foram até a sede do Primeira Infância Melhor de Porto Alegre, o PIM PIA, para conversar com a gestão, Grupo Técnico Municipal (GTM) e visitadores. Nesta atividade, as universitárias procuraram compreender o atendimento e desafios enfrentados nas comunidades. Desta maneira, elas tiveram a oportunidade de ouvir relatos dos profissionais do programa, maneiras de acompanhar famílias e realizar atendimentos.

Coordenadora do PIM PIA, Tatiane Bernardes e representante do GTM da Educação em encontro com universitárias (Foto: Divulgação)

No último dia de imersão, Josiane, Veronica, Kutlwano, Eryn e a equipe do PIM acompanharam visitas domiciliares na Vila Safira, em Porto Alegre. Elas observaram o atendimento, trocaram informações com os cuidadores e visitadores e, também, conversaram com os profissionais da Unidade de Saúde da comunidade, o que esclareceu o funcionamento da integração do PIM com os serviços da região.

Como última atividade da semana, as alunas de mestrado apresentaram para o GTE um panorama sobre a imersão, os desafios observados e propostas de inovação nos processos do programa. Ao final da apresentação, as universitárias falaram sobre o aprendizado que toda a visita proporcionou a elas.

Veronica disse que “é essencial que  este atendimento continue sendo levado à famílias em situação de vulnerabilidade para que elas sintam-se acolhidas”. Ela também falou que investir em políticas públicas voltadas ao desenvolvimento infantil é reduzir despesas em inclusão social, já que crianças com melhor acompanhamento podem tornar-se adultos com melhores condições de vida.

Para Josiane, a comunicação é “a chave” para a melhoria constante do PIM. “Comunicação com a rede de serviços, para estimular os visitadores e empoderar as famílias.” Até o final de abril, as estudantes irão entregar um relatório técnico, que irá conter as ações observadas e as propostas de novas ferramentas para aperfeiçoar os processos de trabalho do Programa.