Semana Mundial da Amamentação traz discussão sobre sustentabilidade

A amamentação é um grande aliado da redução dos impactos ambientais. Essa é a conclusão da nutricionista Regicely Aline Brandão, palestrante do XII Seminário Estadual da Semana Mundial da Amamentação e do VII Seminário Estadual da Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil. A primeira rodada de palestras aconteceu nesta quarta-feira (5), totalmente online e transmitida pelas redes sociais do Conselho Regional de Nutricionistas 2ª Região (CRN-2). O evento, promovido pela Secretaria da Saúde (SES), reuniu remotamente profissionais da saúde, visitadores do programa Primeira Infância Melhor (PIM) e outros interessados no assunto. Na manhã da quarta-feira, os vídeos já tinham mais de 2 mil visualizações.

Na conferência de abertura, a nutricionista Aline falou sobre o tema geral da Semana Mundial da Amamentação, que traz o aleitamento materno sob o olhar da sustentabilidade. “Neste momento, é muito pertinente falarmos sobre a amamentação relacionando-a às questões ambientais. Estamos vivendo diversos contextos de degradação da natureza, como as queimadas no Norte, os derramamentos de óleo no litoral, Brumadinho, enchentes na região Sul”, explicou Aline. E acrescentou: “Isso exige uma resposta rápida da sociedade para diminuirmos as pegadas de carbono em todas as esferas da vida, incluindo a amamentação enquanto parte do sistema alimentar.”

Pegadas de carbono é a terminologia que define o quanto um produto emite gases do efeito estufa e o quanto consome de recursos naturais durante toda a sua vida útil, desde a produção. “A amamentação, além de todos os benefícios já conhecidos para a mãe, o bebê e a sociedade, é também uma escolha climática inteligente, pensando nas nossas estratégias de consumo”, falou a palestrante.

Conforme Aline, costumamos pensar na amamentação no aspecto individual, mas também existe o aspecto de que a maneira com que nos alimentamos e alimentamos nossos filhos aciona toda a cadeia de produtos que interferem também na saúde do planeta. Quando não se faz o uso do leite materno, se procura substituir principalmente com leite de vaca, o que utiliza recursos naturais e deixa resíduos na natureza. Esses resíduos sólidos, quando não devidamente descartados, poluem cada vez mais o meio ambiente. Em comparação, a mulher que amamenta requer apenas um aumento do seu consumo energético, que, se tiver uma alimentação saudável, resulta em um baixo impacto ambiental.

Covid-19
Em relação à epidemia que estamos vivendo, Aline é categórica: “A amamentação é a maneira mais segura de alimentação em situações de emergência, pois não é necessário nenhum recurso adicional para se ter acesso. A técnica da Política Estadual de Atenção Integral à Saúde da Criança da SES Kátia Rospide reitera que não há qualquer contraindicação da amamentação durante a pandemia da Covid-19, mesmo se a mãe tiver confirmação da doença. Neste caso, o Ministério da Saúde recomenda a higienização das mãos e uso de máscara pela mãe durante o processo.

Semana Mundial da Amamentação
A Semana Mundial da Amamentação acontece todos os anos entre os dias 1º e 7 de agosto. Por esse motivo também que o mês recebeu o nome de Agosto Dourado, em alusão ao leite materno ser o alimento “padrão ouro”: possui todos os nutrientes e transfere toda a imunidade de que o bebê precisa.

Os vídeos das palestras passadas ficaram gravados e podem ser assistidos na página do Conselho Regional de Nutricionistas 2ª Região (CRN-2).

A programação do Agosto Dourado segue nas próximas quartas-feiras, dias 12 e 19 de agosto, conforme a seguir:

Fonte: SES|RS