Smed participa de estudo internacional sobre primeira infância

Porto Alegre, RS - 18.11.2016 Smed participa de estudo internacional sobre Primeira Infância Na foto: Alessandra Schneider Foto: Aline Bisso/Divulgação PMPA

A Secretaria Municipal de Educação (SMED) recebeu nesta sexta-feira, 18, a pesquisadora Alessandra Schneider, da Universidade de Toronto (Canadá), que está promovendo um projeto de pesquisa de doutorado intitulado Adaptação Transcultural e Validação de Instrumentos de Parentalidade no Brasil: PICCOLO e Sensibilidade Cognitiva Materna. A Secretária Municipal de Educação, adjunta, Maria da Graça Paiva, organizou o grupo – constituído por integrantes do programa Primeira Infância Melhor Porto Infância Alegre (PIM PIA) e representantes do Grupo Técnico Estadual do Primeira Infância Melhor – que avaliou a adequação à língua e cultura brasileiras de dois instrumentos que medem a qualidade da relação dos pais com as crianças e dos próprios programas de desenvolvimento infantil, sob a coordenação da pesquisadora. O objetivo do encontro foi adaptar essas ferramentas para que possam ser utilizados futuramente, inclusive pelo PIM PIA.

Segundo a doutoranda, a ideia é avaliar o quanto os mecanismos, previamente traduzidos, estão adequados para a nossa realidade. “Estamos verificando se o protocolo é compreensível para as pessoas que vão utilizá-lo. Ele já é empregado em programas de promoção do desenvolvimento infantil nos Estados Unidos e no Canadá. Precisamos avaliar se os visitadores compreendem os itens ou que tipo de adaptação cultural é preciso fazer”, explicou.

De acordo com a pesquisadora, no Brasil não existem mecanismos que meçam a qualidade das interações parentais. “O primeiro objetivo desses instrumentos é avaliar a qualidade das interações dos pais ou do principal cuidador de crianças de zero a três anos de idade. Em segunda instância, são extremamente importantes para ter uma medida sólida que permita avaliar o quanto os pais estão se beneficiando com o programa”, explanou. Para Alessandra, essas ferramentas permitem mensurar a efetividade da intervenção de visitadores domiciliares e, por consequência, dos próprios programas aos quais pertencem.

A doutoranda defende que todo o efeito, em termos de estimulação e melhoria do desenvolvimento das crianças, passa por uma mudança de comportamento nos cuidadores. “Os pais devem reforçar atitudes de leitura, prestar atenção nas necessidades, na comunicação, verbal e não verbal, e ter atitudes que respondam a essas demandas das crianças”, defendeu. Conforme Alessandra, os dois instrumentos avaliados pelo grupo focal, composto pelo PIM PIA e Grupo Técnico Estadual (GTE) do PIM, permitem mensurar se esse processo está ocorrendo.

Maria da Graça reforça a relevância da aplicação e da participação neste estudo. “Estamos trazendo nosso olhar para avaliar esses mecanismos quanto ao nível de clareza e de eficácia da linguagem. Ao mesmo tempo, usando experiências e vivências do PIM PIA no sentido de enxergar a relevância dessa pesquisa para médio e longo prazos” acrescentou. A secretária ressalta que para a aplicação das ferramentas de avaliação é necessário observação e cuidado. “Trabalhamos, desde 2013, a proposta da educação do olhar e da escuta com foco em competências e talentos. Necessitamos de mecanismos como esses para qualificar o trabalho das visitas domiciliares”, destacou.

Texto adaptado de PMPA.
Foto: Aline Bisso/Divulgação PMPA


 

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