Campanha do PIM estimula o vínculo e reforça a importância do brincar

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A proposta de resgatar brincadeiras da infância de gerações afora, trazer à tona a ludicidade viva dentro de cada um e fazer com que filhos e pais aproveitem o dia brincando gerou um resultado surpreendente. A campanha foi um sucesso!

A ação, dividida em três peças, partiu da relação entre as recordações de bons momentos de brincadeiras com os pais e o reforço da importância do brincar no desenvolvimento humano. A primeira peça trouxe a pergunta ‘O que você vai fazer no dia dos pais?’ Com o mote ‘Brincar junto fortalece vínculos, estimula a criatividade, desenvolve habilidades e aumenta a sensação de felicidade’, a ideia é soltar a imaginação de pais e filhos e deixar-se envolver com sugestões de brincadeiras para que o dia ganhe um aspecto lúdico.

Além de incentivar a ludicidade entre pais e filhos, por que não poder lembrar a infância e dizer o que mais marcou nas brincadeiras com os pais? Esse foi outro ponto alto da campanha, que trouxe, em forma de desafio, uma corrente de lembranças e histórias de brincadeiras entre pais e filhos.

A peça ‘Desafio PIM’ propõe que seja feita uma brincadeira no momento de sua leitura, a partir do relato de lembranças da infância. A sugestão é que o leitor deve imediatamente começar a relatar uma lembrança marcante de brincadeira com seu pai para a primeira pessoa que encontrar pela frente, seja conhecida ou desconhecida. O resultado foram várias interações, e-mails, mensagens nas redes sociais, vídeos, fotos, histórias, relatos de momentos lúdicos entre pais e filhos.

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Levando em consideração que um dia é pouco para relembrar momentos e reforçar a importância da ludicidade com os pais, resolvemos dar continuidade à campanha. Que tal seguir o desafio e dar o seu relato também? Leia alguns desses momentos e perceba o que o vínculo de uma brincadeira entre pais e filhos pode gerar. Inspire-se!

Relatos

“Obrigada pela oportunidade de lembrar-me de quando aprendi a andar de bicicleta. Quando ganhamos a primeira bike, meu irmão e eu, meu pai foi quem me ensinou. Eu na bicicleta mal conseguindo me equilibrar. Já deveria ter uns 8, 10 anos, não lembro mais… A bicicleta não era perfeita para o meu tamanho, porém, sempre tem um “porém”… rssss, mesmo com meu pai segurando a bike atrás, na estrutura pro caroneiro, eu acabava indo prum lado só, saindo sempre fora da linha que deveria andar. Não conseguia seguir reto pra frente. Se houvesse meio fio, seria como se acabasse batendo sempre nele, quase que caindo da bicicleta. Mas foi gosto. Aprendi. Ainda hoje, um ou outro fíndi, ando de bike na orla do Guaíba. Pena que meu pai, às vésperas dos 83 anos, com problemas cardíacos, já não consiga mais andar de bike comigo. Beijocas a esta equipe maravilhooooooooooooooosa do PIM.” Rosângela Timm, jornalista da chefia de Gabinete/SES/RS

“5 Marias, Amarelinha. 5 Marias com eles (meus pais). Amarelinha mais com as amigas. Com meu pai muita coisa ao ar livre, ele que me ensinou a nadar, mas também brincávamos de nos fazer de morto e pra mim isso significava botar a língua pra fora.” Joana Veras, psicóloga

“Brincava de Autorama. O sonho dele era ter um na infância, mas não tinha dinheiro. Ele deu de Papai Noel e ficávamos vendo o carrinho. Brincava de futebol, chute a gol, andávamos de bike depois do trabalho dele e ganhávamos Chicabon. Ficávamos na espera da hora de passear de bike“. Gérsica Vasconcelos, arquiteta

“Meu pai não gosta muito de ler, mas é muito criativo. Então, quando eu e meus irmãos pedíamos para ele ler alguma história, ele inventava. Contava fábulas com coisas simples do nosso cotidiano, a formiga da cozinha que era perseguida pelo garoto, o saci de sofria bullying dos coleguinhas por ter duas pernas, o pássaro que só fazia cocô na cabeça das pessoas. Eram bem bizarras e esdrúxulas, mas sempre com uma lição no final, às vezes não muito morais, mas sempre engraçadas”. Pedro de Assis, administrador

“Eu e minha filha de 06 anos brincamos de esconde-esconde, cavalinho, às vezes conto ou invento histórias antes de dormir. Atualmente, estamos brincando que palavra começa com “tal letra”. Estamos planejando em ir pescar, também jogamos junto jogos no computador, levo ela na pracinha e tantas outras que nem me lembro agora.” Valdecir Nunes, Multiplicador do sistema INFOPEN-RS


 

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“Eu morava no interior, então nós, crianças, de diferentes idades, passávamos o dia brincando, inventando imaginando coisas na rua mesmo. Com os pais, avós, tios (morava com minha família extensa), a delícia era sentar à noite (não muito tarde) para ouvir histórias!!” Kênia Fontoura, psicóloga

“Lembro de quando íamos à praia e ele me ensinava a nadar nas piscinas naturais, ele também fazia “jacaré” na praia em minha direção; Lembro da gente jogando top gear no Super Nintendo; Lembro montando o Autorama; Lembro jogando Ping Pong… Mas tudo isso são raras lembranças que existiram em curtos tempos.” Leonardo Souza, farmacêutico

“Meu pai sempre contava para nós histórias que ele inventava, ficávamos no seu colo muito tempo. Uma brincadeira é do Pinhé-Pinhé. Cada uma pega na mão do outro, nas costas da mão segurando como um biliscãozinho e diz “Pinhé-Pinhé” duas vezes e no final “Blu Blu Blu” e desmancha a união. Hoje meu pai tem 85 anos e eu 57.” Tânia Mello, do Setor de Recursos Humanos da 7ª CRE / Passo Fundo

“Meu pai curtia brincar de monstro, de pegar no escuro, de nadar na sanga e no mar, fazer cabana no mato, enterrar a gente até a cabeça na praia, fazer buraco até achar água – uma vez achei um cocô e ele disse que era o fóssil de um peixe 😮 . Com meus primos, primas e irmão teria que escrever um livro – sobraram cicatrizes nos joelhos para contar história”. Carolina Drügg, pedagoga

“Lembro dele fazendo aquelas ‘palominhas’ de papel e um monte de outras coisinhas que ele fazia com papel. Também daqueles bonequinhos de madeira entre dois pauzinhos e um cordão, onde a gente apertava e ele pulava fazendo malabarismo. Ele sempre fez. Também, da carinha dele rindo, quando eu dizia minhas loucuras. Também adorava desenhar cavalos e vacas.” Rocicler Aragão, aposentada

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“Eu pescava, jogava bola e fazia roupas para bonecas. Meu pai era alfaiate e atleta. Jogava basquete. Quando trabalhava a noite para aprontar as costuras msis rapido ele cantava e assobiava. Tinha uma que me fazia chorar: Adeus Mariana porque a letra dizia: Adeus Mariana que ja vou m’imbora. Achava que ele iria embora. Me explicava que era a musica mas o choro vinha ate q resolveu nao cantar mais a Mariana” Vera Paz, enfermeira

“Ai que saudade que eu tenho da aurora da minha vida, da minha infância querida que os anos não trazem mais… Já começa por essa poesia que minha mãe declamava… Minha lembranças… Coisa boa recordá-las… Ainda mais quando foi com os nossos pais, irmãos, tios, primos e amigos 😛 !!! Antes de dormir, todos os dias, a minha mãe contava histórias e poesias da Coleção Mundo da Criança e depois o meu pai me carregava nas costas, feito cavalinho, para eu dormir na minha cama… Meu avô tinha um hotel e eu e meus irmãos e primos brincávamos de casinha feita de tora de lenha do tamanho de uma casa (até cômodos tinha). O empregado Carlos é quem fazia, era um arquiteto nato… Nossas mães iam nos visitar e nós oferecíamos chá com bolachinha… Tínhamos até chave da porta… Era um bonequinho feito de lã… Minha mãe nos levava para ver as pedras preciosas dos anõezinhos que ficavam no fundo da terra (era a gordura da comida do cachorro – Mug – que se deteriorava e quando a gente cavava aparecia pontinhos brilhantes que minha mãe dizia que eram as pedras preciosas dos anõezinhos que moravam na natureza e que trabalhavam à noite… Pescávamos, fazíamos piquenique na praia, na chácara e também na colônia… Minha mãe e minhas tias ficavam vendo eu me apresentar imitando um comediante da televisão… Brincava com um casal de Garnisé (Teixerinha e Meri Terezinha), porquinho da Índia, cocota, passarinho, coelho, gato… Brincávamos de colocar os vestidos de baile e de casamento das mães com sapato de salto e andar em volta da quadra… Brincava com a minha mãe de criação (babá) de comidinha, desfile de bonecas, de cineminha cobrávamos até ingresso (era uma máquina de cineminhas)… brincávamos na piscina com os patinhos que o pai nos trazia da chácara… E muito e muito mais… Até hoje brinco com a minha MÃE (93 anos). Gosto muito de lembrar a família. Sou Canceriana. :)” Ana Maria Reissig Oliveira, arte educadora


 

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