Intersetorialidade

Secretarias-PIM

Intersetorialidade na Política Pública Primeira Infância Melhor, representa a integração das secretarias da Saúde, Educação e Assistência Social (Trabalho e Desenvolvimento Social), tanto no âmbito estadual quanto municipal, na participação da gestão e execução de suas ações. No Estado, ainda, a Secretaria da Justiça e dos Direitos Humanos, da Cultura e o Gabinete de Políticas Sociais passaram a fazer parte no sentido de apoio. Constitui então, uma forma intersetorial de ampliar viabilidades, concretizar apoios e realizar demandas.

Ao minimizar carências, identificar e favorecer potencialidades, além de incentivar mães e pais a assumirem mais consciente e adequadamente o desenvolvimento de suas crianças, o PIM promove o fortalecimento dos vínculos de afeto e confiança dentro das famílias e comunidades.

Como recurso, é uma lógica de gestão que está diretamente relacionada a uma diretriz mais ampla, que visa assegurar direitos às pessoas, vinculando uma concepção ética e social aos objetivos de integralidade nos processos de atenção e cuidado voltados a populações em situação de vulnerabilidade.

A superação de práticas fragmentárias na atenção a estas populações é outro fator de grande importância na perspectiva de executabilidade das ações. É, portanto, um instrumento estratégico com capacidade de otimização de saberes, competências e relações que se ajustam a um movimento sinérgico em prol da concretização de objetivos comuns. Transcende, pois, o escopo setorial puro e simples, atingindo dimensões sociais e humanas importantes.

O caráter político-administrativo desta estratégia, por sua vez, está relacionado à capacidade de visão, decisão, vontade política e determinação do gestor para investir e implementar tais ações a partir de necessidades e demandas identificadas, de modo articulado, resolutivo e com garantias de acesso.

Para dar conta de seus objetivos, o PIM utiliza a Intersetorialidade como meio para alcançar benefícios às famílias, de modo integral, em suas próprias moradas. Preconiza, na implementação de suas ações, o aporte técnico, financeiro e humano através de uma efetiva responsabilidade compartilhada na gestão. Esta participação vai além de um mero olhar ou saber de áreas diversas, mas um compromisso dos gestores e seus técnicos para suprirem todas e quaisquer demandas identificadas junto às comunidades.

Há que ficar claro, no entanto, a responsabilidade de todas as secretarias que compõem a gestão, no investimento em ações voltadas para a primeira infância, de modo sustentável, com aporte técnico e financeiro, além de logístico.

A realidade territorial, social e econômica de cada município gaúcho, acrescidas às peculiaridades culturais, históricas e étnicas do povo riograndense, certamente vêm não apenas desafiar, mas enriquecer a busca por resultados justos, efetivamente práticos e resolutivos. Sobretudo, que estes resultados possam constituir a materialização de desejos construtivos, que instiguem o verdadeiro desenvolvimento de cada cidadão em sua própria comunidade.