Estudo avalia efeito do PIM sobre mortalidade infantil no RS

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A edição de abril do Caderno de Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) publicou o artigo “Uma avaliação empírica do Programa Primeira Infância Melhor no Estado do Rio Grande do Sul, Brasil”. O estudo realizado pelos pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel) e da Universidade Federal do Rio Grande (Furg) investiga o efeito do Primeira Infância Melhor (PIM) sobre a mortalidade infantil.

De acordo com a pesquisa, o principal resultado é que o programa reduziu o número de óbitos por causas externas, mostrando eficácia também na redução do número de mortes evitáveis em lactentes. Segundo os investigadores, o tempo de exposição ao programa parece potencializar os efeitos. “Nossos achados são compatíveis com a natureza do programa, que procura melhorar a saúde tanto dos adultos quanto das crianças” (tradução livre), ressaltam.

A pesquisa de autoria de Felipe Garcia Ribeiro, Gisele Braun, André Carraro, Gibran da Silva Teixeira e Denise Petrucci Gigante avalia que as políticas universais podem ter um apelo mais amplo, mas uma política mais focada como o PIM pode ser o primeiro passo para a universalização dos serviços. Para os autores, essas políticas podem ser essenciais para a promoção da igualdade no acesso à saúde, bem como para o desenvolvimento de capacidades e habilidades fundamentais para o desenvolvimento social e econômico de indivíduos. “As estimativas obtidas dos efeitos do PIM na redução de mortes por causas externas, em crianças menores de um ano, indicam que o programa pode ser efetivo para promover um melhor nível de saúde da população e colaborar para o alcance das metas do milênio estabelecidas para a região” (tradução livre), afirmam.

Para a coordenadora adjunta do PIM, Gisele Mariuse da Silva, a morbimortalidade por causas externas é um dos problemas de saúde pública mais relevantes na atualidade, não apenas por sua magnitude e abrangência, mas também por sua vulnerabilidade a medidas de intervenção e por suas repercussões em diversas áreas da sociedade. “A valorização de atendimentos na primeira infância respaldada por evidências científicas favorece a ampliação dessa política pública (PIM) e demonstra seu impacto no fortalecimento da cultura de investimentos, principalmente frente à possibilidade de novas habilitações de municípios agora também com o Programa Criança Feliz”, comentou.

O artigo está disponível online em inglês e pode ser lido na íntegra na página do Caderno de Saúde da Fiocruz.


 

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