Educação

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A política pública Primeira Infância Melhor – PIM concebe Educação a partir de um olhar ampliado sobre a própria constituição do sujeito, suas necessidades e direitos. O ser humano, ao nascer, já está inserido simbolicamente no mundo, em sua história e cultura. É nesse período da vida que se constroem as estruturas do aprender, as quais abrem vias para as aprendizagens seguintes. Da relação que  estabelece com o outro depende todo seu desenvolvimento. As primeiras experiências da criança e os vínculos que ela cria com seus pais e seus primeiros aprendizados, afetam profundamente seu posterior desenvolvimento físico, cognitivo, emocional e social. Mais que sobrevivência, esta relação deve garantir acessos, na integralidade destes direitos e necessidades, para seu pleno desenvolvimento.

No PIM, a concepção de Educação assume um sentido especial, com uma proposta pedagógica que considera a cultura local, a diversidade das crianças, suas características físicas e psicológicas. Uma proposta que contempla princípios que fundamentam a formação da criança para o exercício progressivo de sua autonomia,  responsabilidade e solidariedade.

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Através da visita domiciliar coloca em prática sua proposta metodológica de orientação às famílias para o cuidado, educação e proteção de suas crianças. A relação é eminentemente dialógica e nela estão inseridos o brincar, o afeto, o respeito e a confiança estabelecidos entre o visitador, a família e sua criança.

Assim sendo, os processos de desenvolvimento infantil exigem oportunidades educativas que vão além da mera assistência em saúde, alimentação, proteção e guarda da criança. No PIM, estes estão voltados “às conquistas individuais em termos do desenvolvimento e aprendizagem, que resultam de um processo compartilhado, pois dependem tanto do tipo e da qualidade das interações interpessoais, quanto das atividades mediadas pelo adulto e por outras crianças”. (Schneider e Ramires, 2007). Estas aquisições lhe possibilitarão o domínio sobre níveis mais complexos de ação, pensamento, afetividade e interação social.

É, portanto, a partir do protagonismo da família que este novo paradigma se estabelece, enquanto capacidade para educar à luz da integralidade, levando em conta o coletivo familiar que assume suas competências para cuidar, proteger e educar suas crianças.