O PIM ajuda as crianças a garantirem seus direitos

Foto: Marília Bissigo/Divulgação SES

Mudar a representação social da criança e da infância de frágil e incapaz para um sujeito de direitos, um cidadão igual aos adultos. Esse foi um dos objetivos das palestras da tarde do XIII Seminário Internacional da Primeira Infância, nesta segunda-feira (25).

“As crianças precisam dos adultos para exercer a sua cidadania”, diz a coordenadora estadual do programa Primeira Infância Melhor (PIM), Gisele Mariuse da Silva. Ela elencou os direitos das crianças, citando o Estatuto da Criança e do Adolescente e a Declaração Universal dos Direitos das Crianças, como o direito à vida, à saúde, à liberdade, à educação, à cultura, ao esporte e ao lazer, entre outros. “O PIM abrange todos esses direitos”, completa Gisele. Órgãos internacionais, como o Unicef, declaram que o Brasil tem uma das legislações mais avançadas no mundo no que diz respeito à proteção da infância e da adolescência.

Foto: Marília Bissigo/Divulgação SES

Gisele e Miriam Pragita, da Rede Nacional Primeira Infância, concordam que ainda existem muitos desafios a serem ultrapassados. “Infelizmente, ainda vemos muitas crianças nas ruas ou em situações de vulnerabilidade”, disse Gisele. Miriam colocou que essa faixa etária precisa de prioridade nos orçamentos públicos, e as políticas voltadas para as crianças precisam tratar com integralidade a infância, e não de forma intersetoral como é de costume.

De acordo com a pesquisadora da London School of Economics (Londres), Laura Jaitman, o trabalho do PIM reduz a taxa de homicídios de jovens nos municípios em que está inserido. Ela chegou à conclusão, na sua pesquisa, que onde existe o PIM há 40% menos homicídios de jovens em relação às cidades onde não têm PIM. “O custo da criminalidade no Brasil é cerca de R$ 6 milhões por ano, o que corresponde a 3,6% do PIB do país. É muito mais barato e efetivo investir na primeira infância do que gastar com a repressão da violência”, diz a pesquisadora.

No painel sobre gestação em presídios, a coordenadora da pesquisa “Nascer nas prisões”, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Alexandra Sánchez, admite que o apoio do PIM nos presídios femininos no Rio Grande do Sul é “muito importante, não apenas para a criança que está junto na prisão com a mãe, mas também, e principalmente, para aqueles filhos que estão fora daquele espaço”.

Foto: Marília Bissigo/Divulgação SES

Fechando a programação, a diretora do Departamento de Ações em Saúde da Secretaria da Saúde, Ana Costa, defendeu que a brincadeira é a melhor estratégia para desenvolvimento da comunicação e da linguagem infantil. “A linguagem é uma forma de darmos oportunidades para o crescimento da criança”, falou Ana Costa. Ela diz que momentos lúdicos para o desenvolvimento da fala e da comunicação podem ser realizados a qualquer tempo, com coisas do dia-a-dia. Sugeriu transformar em brincadeira o momento de guardar os brinquedos ou arrumar as roupas.

Fonte: SES/RS