Pesquisa avalia rede de cuidados à Pessoa com Deficiência

O Primeira Infância Melhor (PIM) recebeu ainda em dezembro de 2019 em sua sede estadual a pesquisadora Ângela Zanella, coordenadora estadual do projeto Avaliação da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência na perspectiva da Integralidade (Redecin), para uma das etapas da pesquisa que consiste na realização de entrevista com dois membros do Grupo Condutor Estadual da Pessoa com Deficiência, o qual o PIM faz parte.

A Avaliação da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência na perspectiva da Integralidade, executada pela Universidade Federal da Paraíba, tem como linha temática estudos sobre o grau de implantação da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPCD).

Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPCD)

Em 2011, o governo federal publicou o Plano Viver sem Limites – Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência. O plano interministerial foi organizado em quatro eixos, dentre os quais encontra-se o eixo referente à Atenção à Saúde. A Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPCD) se insere no Plano na busca por induzir a articulação entre os serviços, garantindo ações de promoção à saúde, identificação precoce de deficiências, prevenção dos agravos, tratamento e reabilitação.

Entre as ações previstas para a atenção à saúde estão a qualificação das equipes de atenção básica, a criação de Centros Especializados em Reabilitação (CER), oficinas ortopédicas e ampliação da oferta de órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção e qualificação da atenção odontológica.

Avaliação da Redecin

O objetivo da pesquisa é analisar o processo de implantação da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPCD) na perspectiva de mudança do paradigma com vistas ao cuidado integral. O trabalho visa o reconhecimento das redes de atenção à Pessoa com Deficiência em cada uma das regiões e estados participantes em relação à sua implementação, desafios, fragilidades e pontos fortes, permitindo a construção de um panorama nacional e comparativo entre as regiões.

O estudo tem representatividade das cinco regiões do Brasil. Participam da pesquisa os estados da Paraíba e Bahia, na região Nordeste; Amazonas, na região Norte; Mato Grosso do Sul no Centro-oeste; São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo, na região Sudeste; e Rio Grande do Sul, na região Sul.