Pesquisa longitudinal que avalia o PIM é apresentada para secretária da Saúde

Pesquisa iniciada em 2018 trata de parceria da SES, FGV EESP Clear, BID e FMCSV.

A pesquisa inédita no Brasil que avalia o impacto do Primeira Infância Melhor (PIM) a curto, médio e longo prazo foi tema de reunião que contou com a presença do pesquisador da Fundação Getúlio Vargas (FGV), André Portela; da secretária de Estado da Saúde, Arita Bergmann; da secretária-adjunta da Saúde, Aglaé Regina da Silva, e da coordenadora estadual do PIM, Gisele Silva. O encontro foi realizado no gabinete da secretária no mês de janeiro.

O método científico escolhido para o estudo é longitudinal, que avalia diversos fatores durante um longo período de tempo. De acordo com Gisele, a pesquisa pretende verificar os efeitos do PIM em mais de três mil crianças, que serão acompanhadas por mais de duas décadas. “O desenvolvimento motor, cognitivo, socioemocional, linguagem e comunicação serão avaliados através de pesquisas de campo. Além dos indicadores de qualidade da relação da família com a criança, acesso aos serviços e direitos ligados à administração pública local, violência, registros civis, saúde e outros disponíveis nas secretarias municipais”, explicou.

A coordenadora do PIM complementou a fala dizendo que também poderão ser analisados o desempenho acadêmico no ensino básico, acesso ao ensino superior e resultados no mercado de trabalho – status de empregabilidade no setor formal da economia, salário, ocupação e setor de atividade -, entre outros aspectos sociais. Uma das principais referências em programas de desenvolvimento da primeira infância na América Latina, o programa já beneficiou mais de 208 mil crianças, 48 mil gestantes e 177 mil famílias no Rio Grande do Sul ao longo de quinze anos.

O resultado do estudo, dividido em duas linhas de base (etapas 1 e 2) também permitirá que o programa seja ajustado para atender melhor seu objetivo de auxiliar as famílias na promoção do desenvolvimento integral de suas crianças, desde a gestação até os seis anos de idade incompletos. Neste aspecto, o desenvolvimento do “Estudo Longitudinal do Programa Primeira Infância Melhor” é o propósito da parceria da Secretaria Estadual da Saúde (SES) com a FGV EESP Clear, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal (FMCSV).

No final do primeiro semestre de 2019 deve ocorrer a segunda etapa da pesquisa nos municípios de Estância Velha, Estrela, Jaguarão, Lagoa Vermelha, Palmeira das Missões, Ronda Alta, São Borja e Uruguaiana. Porém, há possibilidade de expansão para localidades interessadas. A primeira fase ocorreu em Porto Alegre, Canoas, Viamão e Serafina Corrêa no ano passado.

Gostaria de participar da pesquisa?

Os municípios interessados em participar da pesquisa longitudinal podem entrar em contato com o Primeira Infância Melhor (PIM) através do e-mail pesquisapim@saude.rs.gov.br ou pelo telefone (51) 3288.5588, com Karine Verch.