PIM comemora 16 anos com lançamento de Acervo de Memórias

Pioneiro na defesa e promoção do desenvolvimento infantil e inspiração para programas similares em diversas regiões do Brasil – inclusive para o Programa Criança Feliz (PCF), do governo federal -, o Primeira Infância Melhor (PIM) nasceu no Rio Grande do Sul no dia 7 de abril de 2003. O PIM também é considerado uma tecnologia de transformação social na América Latina pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Em 2019, o programa celebra dezesseis anos e lança o Acervo de Memórias do PIM, com a missão de coletar, produzir e registrar a memória do programa por meio dos relatos de experiências que fazem parte de sua história.

Reunindo dezenas de histórias narradas por familiares, cuidadores, gestores e profissionais envolvidos de alguma forma na trajetória do PIM, o Acervo tem a finalidade de preservar e difundir vivências, garantindo o acesso da sociedade a esse patrimônio, de forma compartilhada. O arquivo online já conta com depoimentos sobre a importância do PIM nas famílias atendidas, o acompanhamento de gestantes, o papel do programa na carreira profissional, entre outras tantas lições que transformaram realidades.

Os primeiros relatos foram coletados em 2018, ocasião em que houve o lançamento da publicação PIM: 15 Anos de Histórias. Agora, o acervo deixa de apresentar caráter comemorativo e se torna um instrumento permanente, vivo, de registro de experiências que retratam os caminhos percorridos pelos milhares de atores envolvidos nesta política pública. Novos relatos já estão disponíveis na página. O objetivo é continuar registrando outras histórias – para isso, pessoas interessadas em enviar suas narrativas podem preencher o formulário disponível na página do Acervo.

16 anos de atenção à primeira infância

A partir do conhecimento adquirido por meio de pesquisas, estudos, acompanhamentos e aprendizados, semanalmente os visitadores do programa acompanham crianças e famílias de diversos contextos sociais, propondo atividades adaptadas a cada realidade e que contribuem no desenvolvimento infantil, na criação e fortalecimento de laços entre pais, mães, filhos, filhas, familiares e cuidadores, estimulando o protagonismo da família na formação dos pequenos e facilitando o acesso às redes de saúde, assistência social e educação.

A coordenadora estadual do PIM, Gisele Silva conta que há mais de uma década o programa possibilita mudar o modo de olhar para a vida. “Foram transformações relacionadas aos nossos valores pessoais, mas, principalmente, a nossa responsabilidade, enquanto profissionais, de construir uma política pública centrada no respeito às singularidades, na defesa dos direitos, na união de esforços, na luta por inclusão social.” Gisele complementa e diz que apesar dos desafios diários, o aprendizado é constante, tanto para equipes técnicas quanto para as famílias. “De modo especial, aprendemos com a força dos afetos e com o brincar das crianças em suas descobertas do mundo”, finaliza.

Crianças

200

mil

Gestantes

50

mil

Famílias

180

mil

Ao longo de dezesseis anos, o PIM atendeu cerca de 200 mil crianças e 50 mil gestantes entre mais de 180 mil famílias. Também contou com a dedicação de mais de 11 mil visitadores, monitores, integrantes do Grupo Técnico Estadual (GTE) e de centenas de Grupos Técnicos Municipais (GTM), espalhados por mais da metade dos municípios gaúchos – hoje, o programa está presente em 244 cidades do Estado. Atualmente, cerca de 59 mil crianças, oito mil gestantes e 54 mil famílias são acompanhados por 2.700 visitadores.