PIM e PCF participam de campanha de combate ao Aedes aegypti no Rio Grande

Durante o mês de janeiro, os visitadores dos programas Primeira Infância Melhor (PIM) e Criança Feliz (PCF) da cidade de Rio Grande realizam o planejamento pedagógico e execução da campanha de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, febre amarela, vírus da zika e chikungunya.

Durante a visitação domiciliar, as famílias atendidas são orientadas que, para prevenir a dengue, é necessário evitar o acúmulo de água, pois o mosquito deposita os ovos em recipientes ou locais com líquido. Além destas informações, são abordados a limpeza de calhas e piscinas, colocação de areia em vasos de plantas, consciência sobre o descarte e acúmulo de lixo, entre outros.

De acordo com o coordenador do Núcleo da Criança, Fernando Bitello, o objetivo da campanha é enfatizar a importância dos cuidados e conscientização sobre os riscos do Aedes aegypti. Visando à integração da atenção à saúde com a comunidade – imprescindível para minimizar o problema -, crianças e cuidadores também recebem orientações sobre o mosquito. Assim, podem se tornar multiplicadores de conhecimento em diversas localidades do Rio Grande.

Texto adaptado da Prefeitura Municipal do Rio Grande
Redigido por: Juliana Flores

O PIM no combate ao mosquito Aedes aegypti

No Rio Grande do Sul, o Primeira Infância Melhor é um dos aliados no combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor de diversas doenças. Segundo a Resolução Nº 012/16 – CIB/RS, de 15 de janeiro de 2016, os visitadores do PIM têm papel relevante nesta tarefa, pois os profissionais devem fornecer informações sobre o mosquito e realizar a busca de focos do Aedes aegypti em todas as visitas domiciliares, segundo as tarefas realizadas durante e ao término da visita domiciliar do Plano de Ação dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS).

Mosquito Aedes aegypti

Durante o verão, a circulação do Aedes aegypti costuma ser mais intensa devido à combinação de temperaturas mais altas e chuvas. Para se reproduzir, o mosquito precisa de água parada – por este motivo, a proliferação é combatida através da eliminação de possíveis criadouros.

O mosquito têm menos de um centímetro de comprimento em média, cor escura e riscos brancos nas patas, cabeça e corpo. A transmissão da dengue, chikungunya e do vírus zika ocorre pela picada do mosquito.

Microcefalia

A microcefalia é uma malformação congênita em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada. Neste caso, os bebês nascem com perímetro cefálico menor do que o normal – habitualmente superior a 32 centímetros. Essa malformação congênita pode ser efeito de uma série de fatores de diferentes origens, como substâncias químicas, bactérias, vírus e radiação.

A relação entre o vírus zika e o surto de microcefalia na região nordeste do país em 2016 foi tema do estudo que apontou 1.709 casos registrados nos anos de 2015 e 2016, em um total de 846.374 nascidos vivos no período.

Zika vírus

Os sintomas mais comuns associados ao vírus zika são: vermelhão em todo o corpo com muita coceira depois de alguns dias, febre baixa, conjuntivite sem secreção, dores no corpo, de cabeça e nas juntas.

Dengue

Crianças mais novas estão em maior risco do choque da doença. A dengue grave é, também, regularmente observada durante infecção primária em bebês nascidos de mães imunes a dengue. Alguns fatores de risco individuais que determinam a gravidade da doença incluem: idade, etnicidade e, possivelmente, comorbidades (doenças que se potencializam mutuamente,  provocando agravamento).

Geralmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (39° a 40°C) de início abrupto que dura, em média, de dois a sete dias, acompanhada de dor de cabeça, dores nos músculos e articulações, dor ao movimentar os olhos, mal estar,  falta de apetite e manchas vermelhas no corpo.

Chikungunya

Entre os principais sintomas da doença estão: febre, dores intensas nas juntas, em geral bilaterais (joelho esquerdo e direito, pulso direito e esquerdo), pele e olhos avermelhados, dores no corpo, dor de cabeça, náuseas e vômitos. Normalmente, os sintomas aparecem de dois a doze dias após picada do mosquito, no entanto, cerca de 30% dos casos não chegam a desenvolver sintomas.

Mais informações no site da Secretaria Estadual da Saúde