PIM no Contexto Prisional inicia planejamento com municípios

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Na última sexta-feira (23), profissionais do Grupo Técnico Estadual (GTE) do Primeira Infância Melhor (PIM) e da 2º Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), realizaram a primeira de uma série de reuniões que ocorrerão com CRS e municípios para apresentação e planejamento do projeto PIM no Contexto Prisional.

O PIM, em conjunto com a Política de Atenção Básica à Saúde no Sistema Prisional da Secretaria Estadual da Saúde (SES) do Rio Grande do Sul, desenvolve atividades voltadas para mulheres e crianças alocadas na Unidade Materno Infantil (UMI) do Presídio Feminino de Porto Alegre desde 2012. Essa iniciativa se deu pela compreensão de que a saúde no sistema prisional vai além da garantia do acesso às consultas e procedimentos e de que as particularidades do aprisionamento feminino e a manutenção das crianças no cárcere com suas mães requerem maior atenção.

Em 2016, iniciou-se a criação da Linha de Cuidado Intersetorial Materno Infantil voltada a mulheres em situação de privação de liberdade nas quatro penitenciárias exclusivamente femininas do estado, localizadas nas cidades de Porto Alegre, Guaíba, Lajeado e Torres.

As visitas do PIM a mulheres encarceradas e seus filhos visam facilitar o empoderamento feminino, o desenvolvimento biopsicossocial saudável dos bebês e o fortalecimento das interações positivas da díade mãe-bebê. Isso tem se dado a partir de visitas semanais a mães privadas de liberdade durante a permanência do seu filho na prisão. A continuidade da visita domiciliar ocorre quando a criança é encaminhada para a família extensa. Os filhos de mulheres privadas de liberdade que se encontram com a família extensa já são contemplados.

A experiência do PIM PIA

A reunião junto à 2° CRS abrangeu os municípios que possuem crianças mapeadas pela equipe PIM no Contexto Prisional e que darão início ao atendimento às famílias extensas. Na oportunidade, o PIM de Porto Alegre (PIM PIA) apresentou sua experiência na implantação do projeto, como se deu a organização e como estão ocorrendo as visitas para as famílias que residem na capital com filhos e filhas de mulheres privadas de liberdade.

A coordenadora do PIM PIA, Tatiane Bernardes, explicou que o acompanhamento ocorre através de visitadores itinerantes que atuam em diferentes bairros da cidade e contam com o importante apoio das Unidades de Saúde para o contato inicial com as famílias. As visitadoras presentes também compartilharam suas rotinas, atividades e percepções em atuarem nesse projeto. Porto Alegre é a cidade com mais famílias mapeadas pelo projeto e, graças ao esforço da equipe do PIM PIA, 10 famílias já se encontram em acompanhamento e 34 estão em fase de articulação de rede, fase que antecede o início das visitas domiciliares.

Estiveram presentes na reunião, a coordenadora da 2ª CRS, Juçara Lopes Silva, e representantes das políticas de Atenção Básica e da Saúde da Criança de Porto Alegre , além dos representantes dos municípios de Alvorada, Gravataí e Porto Alegre e de profissionais do setor técnico da Penitenciária Feminina de Guaíba.


 

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