PIM participa do II Seminário Nacional Saúde e Primeira Infância

Seminario-RNPI-PIM (1)

O Primeira Infância Melhor (PIM) participou do II Seminário Nacional de Saúde e Primeira Infância, que reuniu cerca de 150 pessoas no último dia 29 de março, no Rio de Janeiro. Com os temas ‘desafios para o cuidado e desenvolvimento das crianças com microcefalia e o controle da epidemia pelo Zika Vírus’ e ‘os desafios para o enfrentamento da mortalidade infantil indígena’, o Seminário reuniu especialistas de norte a sul do Brasil. O PIM foi representado pela psicóloga e membro do Grupo Técnico Estadual (GTE), Giuliana Chiapin.

O participantes apresentaram dados sobre a incidência do zika vírus, as ações do ministério, as diferentes frentes de ação, e dados valiosos e de difícil acesso sobre a mortalidade das crianças indígenas, os desafios dos agentes de saúde indígenas, e uma certeza e consenso: a importância de reduzir as desigualdades e combater a miséria e a pobreza para melhorar a saúde das crianças pequenas brasileiras

O evento contou com duas mesas, em que os temas centrais do encontro foram abordados. Fernanda Medeiros, da Coordenação Geral de Saúde da Criança e Aleitamento Materno, do Ministério da Saúde, iniciou as apresentações na mesa que abordou o Zika Vírus, apresentando um panorama das ações do Ministério da Saúde na atenção às mulheres em idade fértil, gestantes, mães e crianças com microcefalia. Fernanda descreveu as diferentes estratégias, que contemplam a mobilização e combate ao mosquito Aedes Aegypti, o atendimento às famílias e às crianças com microcefalia, e o desenvolvimento tecnológico e pesquisa sobre o mosquito e a doença.

Descrevendo o conteúdo de uma das publicações recentes, o Protocolo de atenção à saúde e resposta à ocorrência de microcefalia relacionada à infecção pelo Zika vírus, o Ministério orienta os profissionais de saúde para as ações de prevenção da infecção pelo vírus Zika, atenção ao pré-natal, parto e nascimento e assistência aos nascidos com microcefalia. Uma vez diagnosticado com microcefalia, os bebês deverão integrar o Programa de Estimulação Precoce, desde o nascimento até os três anos de idade, em serviços de reabilitação como Centros Especializados de Reabilitação(CER), Núcleo de Apoio à Saúde da Família(NASF) e Ambulatórios de Seguimento de Recém Nascidos das Maternidades.

José Temporão, diretor executivo do Instituto Sulamericano de Governo em Saúde e ex-ministro da Saúde, enumerou o cenário de dúvidas e incertezas quando se aborda o Zika Vírus, e apresentou as várias dimensões que a epidemia envolve, desde aspectos científicos sobre o mosquito, saneamento básico, assistência social, direitos reprodutivos e comunicação.

O segundo tema tratado foi a mortalidade infantil em comunidades indígenas. Lysiane Paiva, da Secretaria Especial de Saúde Indígena do Ministério da Saúde (SESAI), apresentou um retrato da atual situação de atendimento à saúde indígena, que se organiza em 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI). De acordo com os dados do Sistema de Informação da Atenção à Saúde Indígena, mais de 700 mil indígenas vivem em aldeias que ocupam cerca de 12% do território nacional, representando mais de trezentos povos, que falam mais de 274 idiomas. Desse total, 60% vivem em terras indígenas regularizadas. De acordo com dados preliminares do Censo Vacinal de 2015, a população indígena com menos de um ano de idade é de 15.192 crianças, e a população de 1 a 4 anos de idade, 65.324.

Gabriela Guida de Freitas, da Organização Não-Governamental (ONG) Criança Segura, abordou o tema dos acidentes como uma questão de saúde pública, já que são a principal causa de morte de crianças de um a 14 anos. De acordo com dados do Datasus, cerca de 4.500 crianças morrem por ano por acidentes, e 122 mil são hospitalizadas. Do total de crianças de 1 a 9 anos que morrem por afogamento, 38% dos acidentes acontecem em águas naturais, e que a região norte concentra a maior proporção entre mortes por afogamento e população.

O Seminário foi uma realização da Secretaria Executiva da Rede Nacional Primeira Infância / CECIP e do Grupo de Trabalho sobre Saúde que participou com representantes do Instituto da Infância (IFAN) do Ceará, Primeira Infância Melhor (PIM) do Rio Grande do Sul, Secretaria de Saúde do Amazonas, Fundação Amazônia Sustentável (FAS), Fundação Abrinq, Criança Segura, United Way Brasil e Plan International Brasil.

Seminario-RNPI-PIM (2)

Fonte: RNPI


 

Comente