PIM realiza roda de conversa com gestantes do CAFF

Técnica do PIM, Letícia Ratkiewicz Boeira coordenou atividade e esclareceu dúvidas sobre gestação (Foto: Andrew Fischer)

A tarde da última quinta-feira (11) voltou-se a um tema que envolve a formação de uma nova vida, os primeiros cuidados e laços afetivos entre mães e filhos: a gestação. Durante programação realizada pela Secretaria Estadual da Saúde em comemoração ao Dia Mundial da Saúde, data celebrada no domingo (7), o Primeira Infância Melhor (PIM) organizou uma roda de conversa com gestantes do Centro Administrativo Fernando Ferrari (CAFF). O evento ocorreu das 14h às 15h, foi coordenado pela enfermeira e integrante do Grupo Técnico Estadual (GTE) do PIM, Letícia Ratkiewicz Boeira e contou com a presença de três gestantes que também são funcionárias do CAFF.

No início do encontro, Letícia falou sobre a importância da articulação com outras áreas junto à saúde, microcefalia – condição em que a cabeça de um bebê é significativamente menor do que o esperado – e também abordou a sífilis congênita, transmitida da mãe para a criança durante a gestação ou parto.

De acordo com o Boletim Epidemiológico de Sífilis – 2018, elaborado pelo Ministério da Saúde, o ano de 2017 apresentou maior índice de sífilis congênita dos últimos dez anos no Brasil, sendo que apenas no primeiro trimestre daquele ano, a cada mil nascidos vivos, 19,2 crianças nasceram com a condição. Porém, no ano passado, a taxa apresentou queda de 47% no mesmo período. De acordo com o Informe Epidemiológico da Secretaria Estadual da Saúde, divulgado em outubro de 2018, o total de casos registrados de sífilis congênita em menores de um ano de idade, entre 2011 e 2018, foi de 10.003 – destes, 953 ocorreram entre janeiro e junho do ano passado.

Após este primeiro momento, as gestantes assistiram a um vídeo de 15 minutos sobre a Rede Cegonha, que contempla “planejamento reprodutivos e atenção humanizada à gravidez ao parto e ao puerpério (pós-parto), bem como as crianças têm o direito ao nascimento seguro e ao crescimento e desenvolvimento saudáveis”. No vídeo, falou-se do pré-natal, dos tipos de parto, do papel da formação de vínculos entre mãe e filho, violência obstétrica e a legislação que protege as grávidas, como a Lei Nº 11.108, de abril de 2005, que permite a presença de um acompanhante durante todo o período de trabalho de parto, parto e pós-parto.

Letícia também orientou as gestantes para que elas conheçam o hospital em que pretendem dar à luz para que possam sentir-se mais seguras. “Quanto mais tranquila a mulher estiver, mais ela conversar sobre a gravidez e conhecer seus direitos, mais fácil pode ser o parto”, completou. A enfermeira falou, ainda, sobre o uso de técnicas para amenizar as dores das grávidas, como banhos mornos e caminhadas, assim reduzindo o uso de medicamentos.

Grávida do primeiro bebê, Camila pretende ter a experiência do parto normal
(Foto: Andrew Fischer)

Durante a conversa, as participantes trouxeram relatos das expectativas e desafios da gestação. Grávida do primeiro filho, Camila Bernardes Azambuja, que pretende passar pela experiência do parto normal, contou que buscou um ranking de obstetras com maior número de partos normais.

Lieli Ceolin, também gestante de primeira viagem, questionou sobre a  amamentação e recebeu orientações de Letícia, que falou dos nutrientes presentes no leite materno e do ato de amamentar, essencial para o desenvolvimento de afeto entre a mãe e o bebê. Mãe de uma criança, Luana Figueiró disse que pretende ter o próximo filho de parto cesariano.

Ao final, Letícia falou de melhorias das boas práticas de partos e nascimentos nos hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) da Região Metropolitana de Porto Alegre, que ocorreram após avaliações do Ministério da Saúde.