Primeira Infância Melhor: 15 Anos de Histórias

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A infância é um tema que desperta paixão e curiosidade tanto de estudantes quanto de profissionais, pesquisadores e cuidadores. É um período de descobertas, de aprendizados, desafios e superações. Essa fase é marcada sobretudo pela intensidade. É quando os estímulos e o afeto são mais decisivos para a transformação de vidas, de famílias e da sociedade.

A partir dessa perspectiva, em 7 de abril de 2003, o Primeira Infância Melhor (PIM) foi criado e, ao longo desses 15 anos, viu muita coisa acontecer, muitas histórias serem costuradas e narradas. O programa foi ganhando importância e reconhecimento em mais da metade dos municípios gaúchos, em vários estados e países; estimulou, orientou e brincou com cerca de 200 mil crianças e 50 mil gestantes entre as mais de 180 mil famílias. Também contou com a dedicação de mais de 11 mil visitadores, que fizeram do acolhimento, uma ferramenta de trabalho e, do brincar, um mecanismo de transformação social.

Durante toda sua jornada, o programa foi crescendo e se desenvolvendo como política pública estadual. Tornou-se lei por unanimidade, foi replicado por outros estados e municípios do Brasil, avaliado e reconhecido por instituições nacionais e internacionais. Além das visitas domiciliares, o PIM promoveu ações que contribuíram para a mobilização social em torno da causa da primeira infância. É, inclusive, referência para a lei federal que ficou conhecida como Marco Legal da Primeira Infância.

E, para comemorar seus 15 anos, o Primeira Infância Melhor resolveu contar suas histórias por meio de relatos de vivências de quem contribuiu para que o PIM continue sua trajetória de defesa dos direitos humanos e promoção de uma infância melhor. Deixemos, então, que o PIM fale por si ao longo das próximas linhas e páginas dessa coletânea de memórias recheada por histórias envolventes, muitas vezes felizes, outras nem tanto; umas emocionantes, outras impactantes; algumas são tão desafiadoras que, quando superadas, deixam um aprendizado com poder mobilizador e transformador.

Centenas de relatos reais de vivências materializam as práticas cotidianas do programa. Destes, 80 foram selecionados para compor esta publicação e os demais serão publicados no acervo vivo de memórias do PIM. Entre os relatos selecionados, encontramos famílias que recebem ou já receberam o atendimento do PIM, membros das equipes estadual e municipais, parceiros e especialistas em primeira infância. Também contamos com os textos, entre autobiografias e crônicas, produzidos para as edições de 2013 e 2018 do Prêmio Salvador Celia. Cabe ressaltar que alguns nomes foram abreviados ou até suprimidos para preservar a imagem e a identidade das famílias atendidas. O mesmo processo ocorreu com algumas das fotos publicadas.

Nas páginas a seguir, você irá se deparar com histórias de famílias beneficiárias que vivenciaram situações de superação, mães atendidas que se tornaram visitadoras, especialistas que certificam a efetividade da iniciativa; pessoas que têm em comum a atenção à primeira infância.

Esta publicação surge para brindar essa caminhada, os investimentos, as conquistas e até mesmo as dificuldades vivenciadas por inúmeros envolvidos nesta história ao longo dos últimos 15 anos. Dá voz a diversos personagens que protagonizaram essa história. É o início do acervo de memórias vivas do PIM, que passa a ser publicado e alimentado online de forma contínua. Dessa forma, também convidamos todos aqueles que, de alguma maneira, fazem parte dessa história a relatar suas vivências e enviar para nós.

Sejam, portanto, todos bem vindos às histórias de vida do PIM. Aqui, vocês encontrarão mais do que relatos. Encontrarão motivações e emoções permeadas por ações de cuidado. Nesta publicação, vemos, na prática, a atenção à primeira infância como instrumento de transformação social, um mecanismo de construção de um mundo melhor e mais humano. Todos estão convidados para desfrutar as narrativas escritas por tão diversos personagens.

E então? Vamos contar histórias?

Por Márlio Esmeraldo
Comunicador Social, integrante do GTE.

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