Meus oito anos

12/08/2021

Oh! Que saudades que eu tenho

Da aurora da minha vida,

Da minha infância querida

Que os anos não trazem mais!

Que amor, que sonhos, que flores,

Naquelas tardes fagueiras

À sombra das bananeiras,

Debaixo dos laranjais!

Como são belos os dias

Do despontar da existência.

Respira a alma inocência

Como perfumes a flor;

O mar- é lago sereno,

O céu- um manto azulado,

O mundo- um sonho dourado,

A vida- um hino de amor!

Livre filho das montanhas,

Eu ia bem satisfeito,

De camisa aberta ao peito,

Pés descalços, braços nus

Correndo pelas campinas,

À roda das cachoeiras,

Atrás das asas ligeiras

Das borboletas azuis!