O Primeira Infância Melhor (PIM) realiza avaliação e monitoramento constantes de suas ações, o que permite o permanente aperfeiçoamento dos processos de trabalho do programa além da identificação dos resultados obtidos a partir da intervenção realizada junto às famílias.

Conheça os estudos científicos que têm o PIM como objeto de análise

2022 | Pesquisa da UFPel demonstra maior eficácia do Primeira Infância Melhor nas crianças vinculadas ao programa desde a gestação

Publicado em: BMJ Global Health

Uma pesquisa da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), publicada na revista britânica BMJ Global Health em janeiro, demonstrou que o programa da Secretaria da Saúde (SES) Primeira Infância Melhor (PIM) tem maior efetividade nas crianças que recebem intervenção desde a gestação. O estudo contou com a colaboração das coordenações estadual e municipal do programa.

Os pesquisadores acompanharam 1202 crianças nascidas em 2015 em Pelotas da gestação até completarem quatro anos. Metade delas era formada por crianças participantes do programa e metade não, porém em condições socioeconômicas, familiares e individuais extremamente similares, o que permitiu a comparação entre os grupos. Dentre as 601 crianças que receberam o PIM, 121 foram vinculadas ainda na gestação.

2021 | Estudo sobre os impactos dos programas domiciliares de primeira infância no comportamento violento de alunos

Publicado em: revista Development in Practice: Stimulating Thought for Action, com título: Programas domiciliares de primeira infância e violência escolar: evidência do brasil (em tradução livre)

Durante o estudo, os pesquisadores Marcos Vinicio Wink Junior (professor do Departamento de Ciências Econômicas da Universidade do Estado de Santa Catarina – Udesc), Felipe Garcia Ribeiro (professor do Departamento de Economia da Universidade Federal de Pelotas – UFPel) e Luis Henrique Zanandrea Paese (cientista de dados e estudante de Ciências Econômicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS), avaliaram os impactos do programa sobre o comportamento violento de alunos do ensino fundamental.

Os resultados da investigação sugerem redução de até 10 pontos percentuais nos indicadores avaliados. Além disso, evidencia de que os efeitos são mais fortes conforme mais cedo a criança recebe a intervenção do programa, ou seja, antes dos três anos de idade.

2016 | Investigação da qualidade das ações do programa Primeira Infância Melhor (PIM)

Publicado em: 46° Encontro Nacional de Economia, com o título: Efeitos do programa “Primeira Infância Melhor” sobre os casos de desnutrição infantil 

O estudo desenvolvido pelos pesquisadores Adriana Mesquita (UNIFAI – CENTRO UNIVERSITÁRIO DE ADAMANTINA) e Fabio Nishimura (UFMT), aplicou um modelo de diferenças em diferenças com painel de efeito fixo, cluster para heterocedasticidade.

Foi verificado através dos estimadores, que o PIM consegue ser efetivo e reduz as taxas de desnutrição infantil em 5,1% para o grupo de criança entre 0 a 12 meses e em até 12,1% para criança entre 13 a 24 meses, e esse efeito só é visível anos após seu início.

Testes de repostas heterogêneas foram aplicados e confirmaram o resultado principal do trabalho que o de redução da desnutrição. O resultado do modelo demonstrou que a política atinge municípios mais pobres e com condições estruturais mais precárias, alcançando os objetivo e razão de ser dos programas públicos.

Por fim considera que o programa PIM é uma ação primordial para a redução da desigualdade, da melhora na saúde na população mais carente e elo de suma importância ao desenvolvimento do Rio Grande do Sul.

2016 | Investigação da qualidade das ações do programa Primeira Infância Melhor (PIM)

Publicado em: Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), com o título A Snapshot on the Quality of Seven Home Visit Parenting Programs in Latin America and the Caribbean (disponível apenas em inglês)

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) publicou resultado de pesquisa sobre a qualidade de programas de visitação domiciliar na América Latina e Caribe. A publicação funciona como instrumento de medição com indicadores de avaliação que devem ser utilizados para a garantia da qualidade na implementação destes programas. Ao todo, foram selecionados programas de sete países.

A investigação revelou importantes resultados sobre o PIM evidenciando o esforço do Programa em aplicar sua metodologia com qualidade para gerar impacto na vida das famílias, gestantes e crianças beneficiadas. O material afirma que o PIM atua com qualidade e eficiência nas visitas, o que foi ressaltado através dos quesitos ‘Empenho do visitador em promover a participação e colaboração’, ‘Ambiente geral da visita’, ‘Cuidador participa ativamente’ e ‘uso adequado do manual do programa pelo visitador’.

No Brasil, o Primeira Infância Melhor (PIM) foi o único programa selecionado para representar o país. O estudo observou visitas realizadas pelo PIM em Ronda Alta, município localizado no norte do Rio Grande do Sul, no ano de 2014. 

2014 | EDI: Avaliação de impacto na prontidão escolar de crianças egressas do programa Primeira Infância Melhor

Publicado em: Boletim de Inverno de 2014 do Early Development Instrument (EDI), do Offord Centre for Child Development (Universidade McMaster de Toronto/Canadá), com o título Avaliação da política Primeira Infância Melhor: EDI contribuindo para a sensibilização do Desenvolvimento na Primeira Infância no Rio Grande do Sul, Brasil

O Offord Centre for Child Development, da Universidade McMaster de Toronto/Canadá, realizou pesquisa baseada em um estudo de intervenção, no qual foi avaliado o impacto do Primeira Infância Melhor (PIM) para a prontidão escolar. Realizada por meio do Early Development Instrument (EDI), a pesquisa teve a finalidade de avaliar o desenvolvimento das crianças entre 4 e 6 anos de idade.

O EDI é um instrumento que fornece informações de cinco áreas do desenvolvimento: saúde e bem estar físico, competência social, maturidade emocional, linguagem e desenvolvimento cognitivo, e habilidades de comunicação e conhecimento geral.

Os resultados revelaram: pais mais presentes na vida escolar dos filhos; redução da vulnerabilidade para aprendizagem, especialmente nos meninos – o que representa um fator protetivo; redução na vulnerabilidade para aprendizagem nas crianças filhas de mães com baixa escolaridade; maior impacto nas crianças que participaram por mais de 2 anos.

2022 | impactos da sinergia entre os programas Primeira Infância Melhor e Bolsa Família no Rio Grande do Sul

Publicado em: IPEA/PPP

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) publicou ontem (19) o estudo realizado com dados dos programas Primeira Infância Melhor (PIM) e Bolsa Família entre os anos 2006 e 2012 no estado do Rio Grande do Sul que analisa a existência de efeitos cooperativos sobre as taxas de mortalidade infantil. A analise foi produzida pelos pesquisadores Caio César Rostirollada, Felipe Garcia Ribeiro, Thais Peres Dietrich e Victor Gabriel Buttignon.

Os resultados obtidos apontam que os efeitos dos programas se complementam na redução das taxas de mortalidade por causas externas em crianças de 1 a 4 anos para municípios com maior tempo de exposição ao PIM e alta cobertura do Bolsa Família.

2018 | Efeitos do programa Primeira Infância Melhor sobre a redução da mortalidade infantil

Publicado em: Caderno de Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com o título Uma avaliação empírica do Programa Primeira Infância Melhor no Estado do Rio Grande do Sul, Brasil

O estudo realizado pelos pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel) e da Universidade Federal do Rio Grande (Furg) investiga os efeitos do Primeira Infância Melhor (PIM) sobre a mortalidade infantil.

De acordo com a pesquisa, o principal resultado é que o programa reduziu o número de óbitos por causas externas, mostrando eficácia também na redução do número de mortes evitáveis em lactentes. Segundo os investigadores, o tempo de exposição ao programa parece potencializar os efeitos.

A pesquisa de autoria de Felipe Garcia Ribeiro, Gisele Braun, André Carraro, Gibran da Silva Teixeira e Denise Petrucci Gigante avalia que as políticas universais podem ter um apelo mais amplo, mas uma política mais focada como o PIM pode ser o primeiro passo para a universalização dos serviços. Para os autores, essas políticas podem ser essenciais para a promoção da igualdade no acesso à saúde, bem como para o desenvolvimento de capacidades e habilidades fundamentais para o desenvolvimento social e econômico de indivíduos. 

2015 | Indicadores de vulnerabilidade social para a população infantil no RS

Publicado em: Caderno de Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com o título Uma avaliação empírica do Programa Primeira Infância Melhor no Estado do Rio Grande do Sul, Brasil

O estudo realizado pelos pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel) e da Universidade Federal do Rio Grande (Furg) investiga os efeitos do Primeira Infância Melhor (PIM) sobre a mortalidade infantil.

De acordo com a pesquisa, o principal resultado é que o programa reduziu o número de óbitos por causas externas, mostrando eficácia também na redução do número de mortes evitáveis em lactentes. Segundo os investigadores, o tempo de exposição ao programa parece potencializar os efeitos.

A pesquisa de autoria de Felipe Garcia Ribeiro, Gisele Braun, André Carraro, Gibran da Silva Teixeira e Denise Petrucci Gigante avalia que as políticas universais podem ter um apelo mais amplo, mas uma política mais focada como o PIM pode ser o primeiro passo para a universalização dos serviços. Para os autores, essas políticas podem ser essenciais para a promoção da igualdade no acesso à saúde, bem como para o desenvolvimento de capacidades e habilidades fundamentais para o desenvolvimento social e econômico de indivíduos. 

2014 | Pesquisa analisa o impacto do Primeira Infância Melhor nas famílias atendidas

Publicado em: Relatório de Gestão, com o título Avaliação para Melhora da Relação Custo-Efetividade, Qualificação e Expansão do Primeira Infância Melhor (PIM)

Em 2014 foi aplicado pela Fundação Getúlio Vargas o Projeto “Qualificação e Expansão do Programa Primeira Infância Melhor (PIM)”. O trabalho buscou assessorar a SES-RS na elaboração de mecanismos de acompanhamento, monitoramento e aferição de impactos do PIM, de forma a permitir o aprimoramento nos processos da gestão de políticas públicas na área de atendimento à primeira infância.

Teve como foco a análise dos dados, pesquisas por métodos qualitativos e quantitativos, e avaliação de impactos do PIM entre os beneficiários do programa. Numa amostragem de 1600 entrevistados e abrangência geográfica de 39 municípios do RS com o PIM implantado entre as várias análises citamos algumas constatações:

 Com relação à avaliação da qualidade dos serviços prestados, 96% consideram a qualidade do serviço prestado como sendo ótima ou boa, sendo que destes 53% o consideram ótima e 43% boa. Ainda, 3% o consideram regular e 1% ruim.

2011 | Avaliação aponta que crianças atendidas pelo PIM apresentam melhor desempenho cognitivo, social e afetivo

Publicado em: Boletim de Inverno de 2014 do Early Development Instrument (EDI), do Offord Centre for Child Development (Universidade McMaster de Toronto/Canadá), com o título Avaliação da política Primeira Infância Melhor: EDI contribuindo para a sensibilização do Desenvolvimento na Primeira Infância no Rio Grande do Sul, Brasil

O Centro de Referência Latino-Americano de Educação Pré-Escolar (CELEP), após extensa avaliação do programa Primeira Infância Melhor (PIM), do governo do Estado, aponta uma melhora dos indicadores sócio-afetivos, de motricidade, cognitivo e de linguagem das crianças que passam a ser atendidas pelo programa.

A pesquisa também apresenta um desempenho superior nessas áreas das crianças que integram o PIM em comparação com crianças das mesmas comunidades que não participam do programa. Foram coletados dados de 1.359 casos distribuídos em 16 municípios gaúchos que participam do programa, por meio de observação e entrevistas.

Em andamento

Avaliação Experimental Longitudinal do Programa Primeira Infância Melhor

Ano de início: 2017

O estudo avalia diversos fatores durante cerca de duas décadas e pretende verificar os efeitos do PIM em mais de três mil crianças, acompanhadas através de pesquisa de campo. Entre os fatores avaliados estão desenvolvimento motor, cognitivo, socioemocional, linguagem e comunicação, indicadores de qualidade da relação da família com a criança, acesso aos serviços e direitos ligados à administração pública local, saúde, educação e atuação no mercado de trabalho.

A “Avaliação Experimental Longitudinal do Programa Primeira Infância Melhor” é fruto de parceria da Secretaria Estadual da Saúde, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal (FMCSV) e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Para saber mais sobre o projeto, clique aqui.

Gestor(a), se seu município deseja participar da pesquisa, clique aqui.