Uma nova ferramenta tecnológica passou a integrar, neste ano, o trabalho de onze anos de atuação do programa Primeira Infância Melhor no RS, com a consultoria da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Um vídeo demonstrativo da pesquisa qualitativa realizada pela instituição foi exibido nesta manhã, que terá ainda avaliação quantitativa e monitoramento e avaliação contínuos e de longo prazo. A iniciativa permitirá a análise dos dados para qualificação da gestão e expansão do programa, com a melhora da relação custo/efetividade.

O trabalho da FGV será desenvolvido por meio da organização da metodologia de trabalho do Comitê Gestor do PIM e estruturação de um Comitê Consultivo. Serão criadas estruturas normativas, para uma integração formal com outras entidades, como Unesco, para intercâmbio de informações. Os mapas digitais irão integrar dados completos sobre características demográficas, econômicas, de saúde, e mostrar as regiões onde o PIM funciona melhor, e onde precisa ser aprimorado.

“O instrumento possibilita o controle efetivo da gestão dos sistemas de governo, de forma inteligente e lógica – cria um marco lógico – explicou o cientista social da FGV, Francisco Araújo. Os sistemas de causa e efeito, pressupostos pela política, poderão ser melhor avaliados, como a seguinte questão: o PIM é capaz de diminuir a violência? Além disso, permitirá uma análise do currículo e as implicações com outros programas públicos que existem, podendo levar a ajustes para aprimoramento.

A base técnica e científica dará suporte às práticas, para que este programa pioneiro que é o PIM, que aposta no futuro, possa servir também como consultoria e “benchmarketing”, disse Francisco Araújo. A coodenadora do PIM, Liese Serpa, explicou que a parceria com a FGV, com um olhar externo, permitirá revisar a forma de trabalho metodológico do PIM integrado às ações de saúde, e às outras áreas envolvidas com educação e assistência social.

Texto: Denise Gewehr/SES