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Dia 8 de março de 1857, cidade de Nova York, Estados Unidos. Operárias de uma fábrica de tecido morrem ao batalharem por melhores condições no trabalho. A versão mais famosa da origem do Dia Internacional da Mulher marca a luta por direitos de um grupo que não pode se considerar minoria pois compõe mais da metade da população mundial.

Desde então, a luta pela igualdade e equidade entre os gêneros – quando direitos, oportunidades e responsabilidades são garantidos a todos, independente de serem mulheres ou homens – tem enfrentado inúmeros desafios e fomentado mudanças fundamentais para a sociedade.

Segundo a ONU, a queda na mortalidade materna, o aumento do número de jovens em escolas primárias e a maior participação das mulheres no mercado de trabalho ilustram estas conquistas. Contudo, as mulheres ainda tem os piores empregos e a diferença de salário entre os gêneros é um problema mundial.

No Brasil, a emancipação feminina avança com a aprovação de leis contra a violência dirigida às mulheres e sua prioridade nos programas de transferência de renda para as populações economicamente vulneráveis. Mais de 90% dos titulares do Bolsa Família são mulheres, fortalecendo seu empoderamento e independência financeira. Cresceu a participação das mulheres em espaços variados da sociedade. Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o número de mulheres que ingressam no ensino superior supera o de homens.

Atualmente, as mulheres representam 57% das matrículas em Universidades e 60% dos estudantes que concluem o curso superior. As mulheres conquistaram o mercado de trabalho, assumiram cargos de destaque na política e hoje respondem pelo sustento de boa parte das famílias brasileiras. Assumiram também as roupas, o corpo, o cabelo e os desejos. Conquistaram não só melhorias no trabalho como também mais respeito e equidade em várias esferas sociais.

As conquistas escritas no papel reforçam o que o cotidiano nos revela a cada segundo: a profunda transformação cultural que vivenciamos e o crescimento do protagonismo das mulheres nas transformações sociais e políticas. Elas trabalham, assumiram mais responsabilidades, e ainda assim mantém muitas das funções sociais do passado. Criam seus filhos, cuidam da família, do lar e tem muita, muita responsabilidade nos ombros. São cobradas de serem belas, para cuidarem dos filhos e da casa no mesmo ritmo de quando não trabalhavam fora. E assim, se tornaram especialistas em cuidar.

Nada mais justo que recebam tanta dedicação e carinho de volta. É por esse motivo, pelo desejo de cuidar de quem faz bem, que o Primeira Infância Melhor (PIM) presta essa homenagem a todas as mulheres. Cuidar da mulher é preservar sua integridade, sua integralidade e suas trajetórias. É cuidar de quem tão bem sabe cuidar.