PIM apresenta mudanças no atendimento à criança com deficiência
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No dia 24 de setembro, em alusão à Semana Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, o programa Primeira Infância Melhor implementou mudanças na metodologia dos atendimentos às crianças com deficiência, assim como nos procedimentos de acompanhamento no SisPIM. A partir desta data as crianças passaram a realizar o Diagnóstico inicial do Desenvolvimento Infantil (DIDI), os Acompanhamentos Descritivos Trimestrais (ADT) e as Avaliações Finais de Faixa Etária (ADI), os quais devem ser registrados no SisPIM, da mesma forma que as demais crianças atendidas. A mudança se aplica a novos cadastros de avaliações.
Confira abaixo uma situação exemplo:
Martina está na faixa de 18-24 meses. Como ela já foi incluída na versão anterior, não poderá ser incluído a ADI desta faixa etária no SisPIM. Será feito somente na próxima faixa etária, de 2-3 anos.
Os registros dos DIDIs, ADTs e ADIs permitirão acompanhar, de forma sistemática, o desenvolvimento das crianças, destacando seus progressos, desafios e necessidades de apoio. Isto contribuirá para uma análise mais ampla do percurso de desenvolvimento de cada criança, respeitando suas especificidades e valorizando suas competências.
Para qualificar a informação sobre a deficiência das crianças, foram incluídas novas opções na questão 38 do cadastro da criança:
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Como era |
Como está agora |
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38.A criança apresenta alguma deficiência diagnosticada clinicamente?* ( ) Não ( ) Sim, auditiva ( ) Sim, física ( ) Sim, intelectual/cognitiva ( ) Sim, visual ( ) Sim, múltipla ( ) Outra. Qual?___________________ |
38. A criança apresenta alguma deficiência diagnosticada clinicamente (por laudo médico)?* ( ) Não ( ) Em investigação/avaliação diagnóstica ( ) Sim, auditiva (Ex: perda auditiva de longo prazo [surdez] total ou parcial de um ou ambos os ouvidos) ( ) Sim, física (Ex: malformações de membros, amputações, nanismo, paraplegia [pernas], tetraplegia [quatro membros], hemiplegia [um lado do corpo], monoplegia [um membro], paralisia cerebral, ostomia) ( ) Sim, intelectual (Ex: frequentemente associada a síndromes genéticas como síndrome de Down [trissomia do cromossomo 21], Patau [trissomia do 13], Edwards [trissomia do 18], Klinefelter, Turner e síndrome do X frágil, além da síndrome alcoólica fetal) ( ) Sim, visual (Ex: baixa visão, cegueira, surdocegueira, visão monocular) ( ) Sim, Transtorno do Espectro Autista (suporte 1, 2 ou 3) ( ) Sim, múltipla (associação de duas ou mais deficiências ou condições que afetam múltiplas funções como a síndrome congênita do vírus Zika) |
Esta iniciativa representa um importante avanço nas práticas de acompanhamento e avaliação, alinhando-se aos princípios da inclusão e da equidade. Mais do que identificar dificuldades, o objetivo é reconhecer e evidenciar as potencialidades das crianças com deficiência, assegurando que sejam consideradas em sua integralidade e tenham suas trajetórias de desenvolvimento devidamente registradas e valorizadas.
Com a mudança, reafirma-se o entendimento de que todas as crianças são capazes de aprender, desenvolver-se e demonstrar suas competências, sempre respeitando suas características individuais e os apoios necessários ao seu desenvolvimento.
