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O Primeira Infância Melhor (PIM) foi apresentado para integrantes da equipe da pós-graduação em Epidemiologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) no dia 18 de outubro. O encontro surgiu a partir do estudo de economistas da Economia Social da UFPel sobre o PIM e do contato com a Supervisora de Pesquisas e Parcerias Externas do PIM, Giuliana Chiappin, sobre possíveis cruzamentos com os dados da coorte de Pelotas.

No primeiro momento, foi discutido com o professor do Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia da UFPel e pesquisador sênior honorário do Departamento de Psiquiatria da Universidade de Cambridge, Joseph Murray, o programa Primeira Infância Melhor, a coorte de Pelotas, similaridades dos projetos e possibilidades de cruzamentos.

No segundo momento, o pesquisador acompanhou visita domiciliar com a equipe do município e conheceu a sala do PIM, onde foi possível realizar diálogo com representantes do Grupo Técnico Municipal (GTM), monitores e visitadores e tirar dúvidas sobre as práticas do programa. Murray também relatou suas impressões sobre a visita e a complexidade do programa.

Em seguida, Chiappin apresentou o PIM para mestrandos e doutorandos do curso de Epidemiologia com a temática ‘Trajetória e impactos do Primeira Infância Melhor – Política pública pioneira de visitação domiciliar para a primeira infância no Brasil’. Na ocasião, estavam presentes cerca de 30 alunos e foram discutidos os desafios de pesquisa e a necessidade de realizar mais avaliações no programa, além da carência de instrumentos validados no Brasil para pesquisa com a primeira infância.

Chiappin ressalta que é um interessante desafio para o programa ser discutido em um espaço tão respeitado como a pós-graduação da UFPel. “Uma oportunidade muito rica também de compartilhar o que é feito aqui no estado em termos de política pública. Essa integração da prática com a academia é de fundamental importância. Além disso, surgiram ali contatos para possíveis parcerias como, por exemplo, conhecer um instrumento que acabou de ser validado por duas alunas para a população brasileira e pode ser muito útil nas pesquisas do PIM. O professor Murray mostrou-se muito interessado no programa e será incrível se conseguirmos cruzar dados”, destacou.

A programação deu origem a encaminhamentos como a possibilidade de realização de um projeto de pesquisa que avalie o impacto do PIM nas famílias já acompanhadas pela coorte de 2015.